O Brandscaping é uma alternativa para elevar a relevância de uma marca e conquistar mais audiência

Há alguns anos, a Converse, marca conhecida pelos famosos tênis All-Star, descobriu que suas vendas aumentavam sempre que uma celebridade da música era vista usando um de seus calçados. Foi quando o marketing da companhia pensou em buscar personalidades famosas do show business musical para se associar.

A ideia pareceu um pouco maluca no começo, mas fez sentido quando a empresa encontrou a Guitar Center – conhecida rede que comercializa instrumentos nos Estados Unidos – para concretizar a parceria. O movimento gerado pela visibilidade da loja acabou engajando os músicos e um estúdio com equipamentos da Guitar Center foi montado pela Converse em Nova York, tornando-se um sucesso entre artistas independentes. Qualquer um podia inscrever-se para registrar suas músicas no espaço. Os selecionados registravam suas composições e, ao fim das sessões, ganhavam pares de tênis, além das canções devidamente produzidas.

Fazer com que negócios de perfis diferentes se complementem é a tarefa do Brandscaping, uma metodologia que cruza as formas de mídia e ajuda as marcas a se ‘completarem’, aumentando o alcance e, consequentemente, os resultados.

O publicitário Andrew Davis, autor de Brandscaping: Unleashing the Power of Partnerships (sem tradução para o português), explica que a prática possibilita considerar o conteúdo criado pelas marcas como ativo, ao invés de trata-lo como custo.

Como evitar conflitos de interesses?

De acordo com Davis, o ideal é buscar empresas que compactuem com os mesmos valores da sua companhia. Procure parcerias que vendam produtos ou serviços diferentes dos que você oferece. Porém, é necessário que o público-alvo de ambos os envolvidos seja o mesmo, com o detalhe de que as audiências devem se complementar. Ou seja: a empresa parceira tem de ser relevante para seu cliente. E vice-versa. Apenas assim será possível um Brandscaping eficaz.

Criação de conteúdo

Para o autor, a geração de conteúdo deve respeitar a máxima de que “menos é mais”. Apesar de praticamente todas as marcas estarem publicando em plataformas diversas, os resultados mais positivos surgem de premissas simples. O Branded Content costuma funcionar de forma efetiva com audiências de nicho, como foi o caso da Converse e Guitar Center. Tentar ser importante para um grupo específicos de pessoas tende a ser certeiro. No entanto, é preciso saber qual público se quer atingir e como se comunicar com ele de um jeito eficaz.

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