5 lições de gestão para aprender com o técnico Pep Guardiola

//5 lições de gestão para aprender com o técnico Pep Guardiola

Pep Guardiola, técnico espanhol de 45 anos, transformou-se em referência no mundo de futebol. Ex-jogador com relativo sucesso na seleção espanhola, começou como treinador apenas em junho de 2007, no time B do Barcelona, e desde então ganhou praticamente todos os títulos possíveis. Considerado por grande parte da crítica esportiva como o melhor técnico do mundo, Guardiola pode tranquilamente escolher onde trabalhar – e é o que faz.

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No início de fevereiro, o técnico anunciou que assumirá o Manchester City, da Inglaterra, em junho, assim que encerrar seu contrato com o Bayern, de Munique – onde reina absoluto no Campeonato Alemão e, em duas temporadas, obteve aproveitamento de vitórias superior a 70%.

Diversos pontos na carreira de Guardiola servem como parâmetro para situações dentro da carreira de um profissional de qualquer área. Trata-se de um homem que, acima de tudo, obstinado, ciente da necessidade de qualificação constante e, principalmente, avesso à zona de conforto.

Separamos cinco lições que podemos aprender com Pep Guardiola:

1 – Trabalhar duro
Quem conhece Pep Guardiola sabe de sua fama de trabalhador. Como técnico, procura sempre saber todos os detalhes dos adversários: pontos fortes e fracos. Ao dispor de muitas informações, sente-se mais preparado para traçar uma estratégia e repassá-la ao seu grupo de jogadores (que bem poderia ser a equipe de trabalho de uma empresa). Consta que, certa feita, Guardiola chamou Messi para um conversa em seu quarto de hotel, tarde da noite, na véspera de um clássico do Barcelona contra o Real Madrid. Havia descoberto um movimento interessante para o melhor do mundo tentar na partida. No dia seguinte, o Barça ganhou o jogo.

2 – Qualificação constante
Alguém com os títulos importantes e a reputação de Guardiola bem que poderia cair na tentação de comandar na base dos conhecimentos adquiridos, confiante de que apenas a fama transformaria as decisões em acertos. Não é bem assim. Ao topar assumir o Bayern, de Munique – o maior time da Alemanha e um gigante europeu -, Guardiola resolveu ir além de treinar um elenco de craques. Como acertou com o Bayern e levou mais de meio ano até efetivamente assumir o cargo, tratou de aprender alemão intensivamente. Uma língua difícil para um espanhol, sem dúvida, mas qual não foi a surpresa na apresentação do técnico em Munique? Diante da primeira pergunta da imprensa, tratou de respondê-la em alemão fluente. Ali já se tinha uma ideia de seu profissionalismo e da dedicação ao projeto. Melhor primeira impressão, impossível.

3 – Motivação por novos desafios
Saia da zona de conforto, dizem 10 entre 10 gurus de carreira. Falar é fácil, mas levar isso à prática por vezes representa um desafio – e que o diga alguém consagrado e reconhecido como gênio pela opinião pública. Ficar na zona de conforto pode representar fazer sempre a mesma função ou jamais trocar de emprego, mesmo que o rendimento não seja aquele de antigamente e já existam atritos inevitáveis diante da passagem do tempo. Guardiola, novamente, dá um bom exemplo. Campeoníssimo no Barcelona, pediu demissão. Escolheu a dedo o Bayern, de Munique, e novamente decidiu sair, apesar do sucesso. Agora irá comandar o Manchester City, um time milionário mas que jamais obteve sucesso entre os grandes da Europa. Certamente seu maior desafio, no campeonato mais rico do mundo.

4 – Saber dar um tempo
Depois de 15 títulos no Barcelona, entre 2008 e 2011, da terceirona espanhola ao Mundial de Clubes, Guardiola resolveu mudar de ares. Abandonou um posto de intocável e o privilégio de contar com Messi, o melhor do mundo, para refrescar a cabeça. Comprou um apartamento de frente para o Central Park, em Nova York, e ali ficou por um ano inteiro, até voltar ao futebol pelas portas do Bayern, de Munique. Foi nesse tempo nos Estados Unidos que, em segredo, Guardiola aprendeu alemão e certamente reviu com calma seus métodos de trabalho e observou os adversários (ou concorrentes?). A dica é clara: se houver possibilidade e condições financeiras, uma parada pode ser uma ótima ideia.

5 – Inovar e aperfeiçoar
Essa é para os fãs de futebol: o estilo tiki-taka (analogia a um relógio), de passes curtos e muita movimentação, foi implantado na Espanha pelo falecido técnico Luis Aragonés. Mas alguém fala em tiki-taka e o primeiro nome a vir à cabeça é o de Guardiola. Porque coube a ele explorar ao máximo este sistema e transformá-lo não só em uma marca registrada, mas em tendência no mundo inteiro. Graças a Guardiola, o tiki-taka ficou conhecido como um estilo elegante e eficiente, de controle sobre o adversário. O que ele fez, afinal de contas? Aproveitou uma boa ideia e a aperfeiçoou ao máximo.

E uma dica extra:
Guardiola sempre tem um plano B, como qualquer profissional precavido. Mesmo com time e esquema eficientes, ele tem por hábito variar a escalação do time em praticamente todos os jogos, da mesma forma que a formação tática. Isso significa que, se uma abordagem encontrar dificuldades, ele terá uma alternativa testada e validada à disposição, para uso imediato. Sem contar que variar a escalação tem o bônus de dar chance a todos na equipe, o que certamente mantém os profissionais motivados.


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By |2016-02-04T15:14:29-03:00fevereiro 4th, 2016|Categories: Blog|Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , |Comentários desativados em 5 lições de gestão para aprender com o técnico Pep Guardiola