Se você acompanha futebol, pode ter ouvido falar da inesperada demissão do técnico argentino Marcelo “Loco” Bielsa, apenas dois dias depois de assumir a Lazio, da Itália.

Gerenciamento de carreira

Caso não se ligue tanto no que acontece no mundo da bola, explicamos: Bielsa é um talentoso treinador. Ele possui passagens por grandes clubes e seleções. É famoso pela criatividade e ousadia de seus times – ofensivos, no entanto, e sem medo de qualquer adversário –, o argentino também justifica o apelido.

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O Loco vem muito do temperamento de Bielsa, um homem imprevisível. A última dele ocorreu em julho, na ruidosa saída da Lazio, quando chocou a todos.

O episódio parece restrito ao futebol mas, se analisado, traz muito do ambiente corporativo, do gerenciamento de carreira e do relacionamento entre patrões e empregados.

Aos fatos:

Profissional experiente, reconhecido e talentoso. Bielsa escolhe onde vai trabalhar e assina por salários que considera justos. Da mesma forma, sente-se em posição de fazer exigências para o clube (ou empresa, já que estamos em uma analogia com o mundo corporativo).

Pois as demandas de Bielsa à direção da Lazio (seus chefes, no caso) ficaram conhecidas no episódio da demissão. O treinador, portanto, escreveu uma carta justificando a saída, na qual consta o seguinte trecho:

Foi acordada, como condição essencial para a implementação do “Programa de Trabalho”, a contratação de pelo menos quatro jogadores até 5 de julho. O objetivo é que eles pudessem participar da pré-temporada. Até a data estabelecida, não foi feita nenhuma contratação. Apesar desta situação, o clube tornou público o contrato entre nós, mesmo sabendo que não seria viável sem os reforços. Até hoje, a situação é a mesma e as perspectivas, incertas.”

O empregado impôs condições ao patrão e este as aceitou, mas não conseguiu cumpri-las. Quem está certo, afinal?

A Lazio, assim, disparou contra a ocorrido via nota oficial:

Observamos com surpresa a demissão de Marcelo Bielsa. Também em nome de seus funcionários, em uma clara violação dos compromissos assumidos no contrato assinado na semana passada e regularmente enviada à Liga e à Federação Italiana, com os respectivos procedimentos necessários.”

Os dois lados se queixaram,entretanto, e a Lazio considerou até mesmo adotar medidas legais. Certo é que esta foi uma relação de trabalho breve porque ficou clara a falta de um requisito básico: a transparência e a confiança.

Bielsa sentiu-se ofendido e fez questão de esclarecer que não tinha nenhuma oferta de emprego em vista. Lamentou o descumprimento das sete cláusulas acordadas no tal “Programa de Trabalho” e justificou falta de condições para exercer o seu papel de técnico.

Voto de confiança

Mas não seria o caso de dar um voto de confiança e aguardar mais tempo? Dois dias, afinal, é um prazo exíguo e dá margem para transparecer falta de comprometimento e profissionalismo. Os próximos clubes que pensam em Bielsa pensarão duas vezes em contratá-lo.

Da mesma maneira, quem for procurado pela direção da Lazio ficará espiado e procurará garantias sobre as bases para trabalhar.

Neste tipo de episódio, em suma, em que patrão e empregado escancaram falhas, os dois lados saem com a imagem arranhada. E isso é péssimo para qualquer um.

Então, o que você tira desse episódio do mundo do futebol que traz muito, também, do universo corporativo, gerenciamento de carreira e relacionamento entre chefe e empregado?


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